POR REDAÇÃO JS (redacao@jornaldosudoeste.com)
Um episódio que ganhou repercussão nas redes sociais após ser compartilhado por familiares e amigos revoltou moradores de Caculé e região. Márcio Brito Costa, de 35 anos, residente no Povoado de Várzea Grande, paciente renal crônico, foi deixado em situação de vulnerabilidade pela equipe do Transporte Fora do Domicílio da Secretaria Municipal de Saúde.
Segundo relato da família, após retornar de uma sessão de Hemodiálise realizada em Guanambi, Márcio Brito não teria sido incluído no transporte de volta para casa e acabou abandonado na sede municipal durante a madrugada, sem qualquer suporte da Secretaria Municipal de Saúde.
O episódio evidenciou não apenas o descaso com o cidadão, mas também a fragilidade da rede pública de Saúde em Caculé, cuja situação que vem sendo reiteradamente apontada pela bancada de oposição na Câmara Municipal. Os vereadores oposicionistas classificaram a conduta da Secretaria de Saúde, no episódio com o paciente Márcio Brito, como mais um ato de indiferença e desrespeito da Administração Municipal com as parcelas mais vulneráveis da população.
Na quarta-feira (18), o deputado estadual José Luciano Santos Ribeiro (União Brasil) manifestou indignação diante do episódio. Para ele, a conduta da gestão municipal representa uma falha grave e desumana. “Abandonar uma pessoa debilitada, em plena madrugada, longe de casa, expõe uma desorganização profunda e uma alarmante falta de empatia por parte da Administração Municipal”, declarou.
Luciano Ribeiro destacou ainda que pacientes em tratamento de Hemodiálise enfrentam uma rotina desgastante e necessitam de acompanhamento adequado, sobretudo nos deslocamentos para outras cidades. O parlamentar reforçou que o transporte de pacientes para tratamento e procedimentos não oferecidos pela rede de Saúde do município não é uma concessão, mas como obrigação do poder público e direito garantido ao cidadão.
Para o deputado, o caso do caculeense Márcio Brito é gravíssimo e exige apuração rigorosa, com medidas imediatas para evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer. Além de cobrar um posicionamento público do Governo Municipal, apontando as medidas que adotou para esclarecimentos dos fatos, Luciano Ribeiro defendeu, inclusive, a atuação do Ministério Público para investigar responsabilidades e assegurar que os direitos dos pacientes caculeenses sejam respeitados.
Foto: Reprodução/Redes Sociais





